Artigo publicado por Thomas Kosten e por Michael Owens na revista científica norte-americana Pharmacology & Therapeutics em 2005, revela o quanto estão avançadas as pesquisas para o desenvolvimento de vacinas preventivas ao uso de cocaína e outras drogas. Sob o título “Immunotherapy for the treatment of drug abuse”, os autores explicam o mecanismo de ação das vacinas.
As droga são constituídas de moléculas pequenas que conseguem cruzar a barreira hematoencefálica. Caso contrário, não seria drogas, não teriam efeito no cérebro. Anticorpos a estas moléculas estão sendo desenvolvidos. Logo que a droga entra no sangue ela é caçada e envolvida por uma anticorpo. Conclusão: o bloco formado pelo conjunto molécula da droga mais anticorpo não consegue cruzar a barreira hematoencefálica. Quem vai usar droga que não chega ao cérebro?
A vacina terá de ser reaplicada em alguns meses. Quando a cocaína for injetada ou inalada, os anticorpos não terão tempo de englobar todas as moléculas antes que algumas cheguem ao cérebro. Portanto, algum efeito ainda haverá, porém extremamente reduzido. Em ratos, a vacina para cocaína consegue reduzir seu efeito cerebral em até 80%. A vacina Xenova (TA-CD) vem sendo experimentada com sucesso em humanos.
A vacina deverá ser aplicada no tratamento tanto para salvar pessoas que fizeram uso de uma overdose, quanto para aqueles que conseguiram suspender temporariamente o uso e temem recair, como para a população que ainda não se tornou dependente mas vive em situação de risco de se tornar.
A vacinação preventiva deverá ser comum em populações adolescentes e em mulheres usuárias que engravidem, por exemplo. O artigo completo: Pharmacology & Therapeutics, 108 (2005), 76-85. www.elsevier.com/locate/pharmthera.
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